Luta por Reconhecimento e Normatividade na Esfera Pública

Créditos da imagem: Waltercio Caldas, "Einstein".

Resumo

Projeto de dissertação de Mestrado

Programa de Pós-Graduação em Filosofia, Escola de Humanidades, PUCRS

Descrição

Minha proposta, neste projeto de dissertação de Mestrado, é investigar o conceito de esfera pública, a partir de Habermas e seus críticos, explicitar seu caráter de produtora de normatividades e compreender as lógicas que fundamentam seu funcionamento. Para tanto, me valho do estudo de teorias do reconhecimento, tanto em Hegel quanto em autores contemporâneos. Questiono sobre a possibilidade de justificação da esfera pública por uma teoria do reconhecimento e trabalho com os conceitos de luta por reconhecimento e esferas públicas em disputa, buscando justificar a produção de normatividade da esfera pública não a partir da deliberação tendente ao consenso, senão do conflito e dissenso constantes. Investigo as lógicas de justificação desse sistema, apresento e discuto as noções de normatividade pragmática, segundo a qual estatutos normativos são constituídos por atitudes normativas, e de autoposição de pressupostos, modelo de constituição dialético de determinação retroativa dos conceitos, investigando sua viabilidade na explicação das lógicas de funcionamento da esfera pública.

No estágio atual da pesquisa, me dedico principalmente à exploração de dois temas:

Performatividade do agir político

  • A política é tradicionalmente identificada com, ou reduzida ao, campo do logos, do discurso e da argumentação. Agir politicamente, segundo uma acepção tradicional, significaria articular demandas mediante argumentos. O que busco investigar aqui, porém, é o aspecto político (isto é, capaz de demandas e reivindicações) que excede o campo discursivo. Questões que norteiam minha pesquisa são: Faz sentido falar em política não-argumentativa? Em que medida a performance é capaz de politicidade?
  • Mais informações: Política e Performance

Capacidade normativa da contingência em Hegel

  • A filosofia política de Hegel é comumente criticada como advogada de um sistema político fechado, onde a contingência (aquilo que é, mas poderia não ser, ou ser outro) é progressivamente eliminada. Meu objetivo na investigação deste ponto é descobrir qual o status normativo da contingência no sistema da Filosofia do Direito de Hegel. Qual a necessidade da contingência para o asseguramento da liberdade? Há que se falar num aspecto normativo da contingência, isto é, na abertura à possibilidade de não ser ser ela própria orientadora da ação? A normatividade consiste em eliminar a contingência ou assegurá-la?

Divulgação (textos em jornais e revistas)

Textos ligados ao objeto da minha pesquisa publicados em periódicos não científicos

Vídeos

Apresentação do projeto de pesquisa de Mestrado realizada no dia 27 de outubro de 2016 nos Encontros de Filosofia, organizados pela Comissão de Representação Discente do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da PUCRS.

Local: Escola de Humanidades, PUCRS. Porto Alegre.

Cópia do handout distribuído no dia encontra-se no link à direita.

Handout.pdf

Publicações principais

Organização de livros

Ítalo Alves, Émerson Pirola & Eduardo Lara (Orgs.)

XVII Semana Acadêmica do PPG em Filosofia da PUCRS. Volume 2.

Porto Alegre: Editora Fi, 2017.

Ítalo Alves & Émerson Pirola (Orgs.)

XVI Semana Acadêmica do PPG em Filosofia da PUCRS. Volume 3.

Porto Alegre: Editora Fi, 2016.

Capítulos de livros

Práticas performaticas no escopo da crítica imanente

In: ALVES, I.; PIROLA, E.; LARA, E. XVI Semana Acadêmica do PPG em Filosofia da PUCRS. Volume 2, p. 187-195.

Porto Alegre: Editora Fi, 2017.

Esferas públicas em disputa: a crítica de Fraser a Habermas

In: ALVES, I.; PIROLA, E. XVI Semana Acadêmica do PPG em Filosofia da PUCRS. Volume 3, p. 207-224.

Porto Alegre: Editora Fi, 2016.

Artigos em periódicos

Retroactive Dialectics and Value in Marx's Capital

Revista Opinião Filosófica, v. 7, n. 1, p. 393-407, 2016.